TECNOLOGIA JÁ PERMITE MAPEAR A SAÚDE E FORNECER DADOS ANTES DA CONSULTA
A rotina é conhecida: você tem um sintoma ou incômodo, marca consulta com seu médico, conta a ele o que se passa, ele pede exames, você vai ao laboratório, leva os resultados e então poderá ouvir um diagnóstico e a prescrição de tratamento.
Novidades tecnológicas estão chegando ao mercado americano para abreviar, além de tornar mais ágil e barato, esse ritual. O princípio de todas elas é dar ao consumidor ferramentas médicas que ele mesmo possa operar e transmitir os resultados à distância para o médico. A grande maioria vem em forma de aplicativos para celular ou tablet. Por isso, a tendência é chamada de “m-health” (m de “mobile”, ou seja, saúde móvel).
Os pais dessa geração tecnológica são os medidores de desempenho usados durante os exercícios físicos. Eles acompanhavam as funções orgânicas, mas não estavam ligados a aparelhos que pudessem transmitir os dados. Essa é a diferença revolucionária dos aplicativos de m-health. Entre eles, há dois grandes grupos: aqueles que os pacientes buscam quando percebem algo que deve ser encaminhado a um médico (uma inflamação, uma irritação na pele etc.) e aqueles que são usados durante ou depois de um tratamento, regularmente, para avaliar o estado de saúde do paciente – e, se for o caso, fazer soar um alarme.
As novidades não param de chegar, vindas de pequenas startups ou gigantes como o Google, que está desenvolvendo lentes de contato com um pequeno chip que vai medir os níveis de glicose nas lágrimas de pacientes diabéticos, e a Apple, que patenteou um medidor de batimentos cardíacos para incluir em seus smartphones. A empresa Qualcomm construiu uma plataforma para auxiliar as companhias de m-health a combinar dados como os remédios tomados por um paciente e os resultados de testes que eles se auto-aplicam. É uma indústria para lá de promissora.
E já há muita coisa disponível, ou pronta para chegar ao mercado. Algumas delas: