Projeto inovador aplica à rede ferroviária o sistema utilizado por carros híbridos para capturar energia dos freios
Testado na estação da linha Market-Frankford, uma das mais movimentadas da cidade, o piloto utiliza um sistema especial de baterias de lítio-íon para armazenar a energia capturada. E um software foi especialmente desenvolvido para assegurar que essa captura a partir dos freios seja realizada. Também conhecido como “frenagem regenerativa” o processo é largamente utilizado em automóveis elétricos híbridos. Nesses carros, os motores de tração atuam como geradores de eletricidade que são acionados pelas rodas. E a eletricidade produzida ajuda a reduzir o consumo de combustível – e em alguns veículos a um desgaste menor de lonas e discos dos freios.
O avanço, neste caso dos trens, é a escala. A experiência também pode ser considerada um avanço na chamada energia distribuída por meio de redes inteligentes (smart grids). Segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, este pode ser estendido a todo o sistema de transporte ferroviário, gerando economia e sustentabilidade, visto que se trata de uma energia limpa. Um segundo sistema, híbrido, está sendo implementado e complementa a capacidade de armazenagem das baterias com supercapacitores. Além de lambretas, carros e trens, a “frenagem regenerativa” pode ser aplicada em qualquer equipamento que envolva frenagens constantes, como elevadores, ônibus escolares e guindastes, aumentando as formas de levar energia para mais lugares.