NA ITÁLIA, NA CIDADE DO MÉXICO OU EM SHEFFIELD, NA INGLATERRA, MATERIAIS INOVADORES NEUTRALIZAM AR POLUÍDO
O Palazzo Italia, desenvolvido pelo escritório romano, será erguido como pavilhão italiano da Expo Milano, a exposição universal que a cidade italiana irá sediar entre maio e outubro de 2015. Modelado como se fosse uma floresta petrificada, o edifício se vale de uma “arquitetura natural”, cujas estruturas de linhas interligadas geram percepções de luz e sombra, e espaços cheios ou vazios. Em seu topo, além de uma horta urbana de produtos orgânicos, um conjunto de paineis solares se encarrega de gerar energia no prédio durante o dia.
O material utilizado na Torre de Especialidades, no México, foi desenvolvido pelo escritório Elegant Embelishments, de Berlim: a tinta aplicada na fachada é feita de dióxido de titânio, um pigmento que age como catalisador em certas reações químicas. Quando os raios ultravioleta atingem a estrutura do prédio, deflagram uma reação química entre o dióxido de titânio e o monóxido de nitrogênio contido no ar poluído, neutralizando seus elementos nocivos, sem alterar, porém, o pigmento. A forma da estrutura da fachada do prédio lembra uma colmeia, mas não por razões estéticas ou visuais: ela consegue espalhar mais luz solar e, portanto, gerar mais reações químicas que vão “sugar” a poluição.
Na Universidade de Sheffield, Inglaterra, a cooperação entre a ciência e as artes ganha função ambiental. O poeta britânico Simon Armitage, que é professor da universidade, criou em conjunto com o pró-vice-reitor de ciências Tony Ryan, um mural para o seu poema “In Praise of Air” (Em louvor ao ar). Impresso com o material desenvolvido sob a coordenação de Ryan, o mural absorve - a partir do dióxido de titânio - a poluição de seu entorno. A direção da universidade quer agora disseminar essa tecnologia pelos milhares de outdoors e cartazes espalhados por ruas e estradas do país. Além de vender carros ou outro produto, essas peças de publicidade podem neutralizar boa parte dos poluentes emitidos pelos veículos. Além de durável, o dióxido de titânio tem outra vantagem: é autolimpante, bastando uma chuva fina para remover as impurezas.